Neste quadro, o pintor catalão Salvador Dalí tenta explorar o mundo dos sonhos. Gala, sua mulher, é a figura central da composição. Ela está levitando sobre rochas que flutuam no mar. À sua esquerda, levitam uma romã e duas gotas de água. À direita, está uma enorme romã madura, símbolo do erotismo e da paixão, da qual nasce um enorme peixe que, por sua vez, “cospe” dois grandes tigres enfurecidos, símbolo de paixão e de violência vital da natureza. À esquerda, um elefante com pernas longas e finas, desloca-se carregando um obelisco nas costas, que se trata de uma alusão fálica. Para o pintor, esse animal representa a força, a longevidade e a sabedoria. Quase tocando o braço de Gala tem uma baioneta, também simbolizando a abelha que está prestes a picá-la e despertá-la. É o zumbido da abelha que provoca o delirante sonho. Em primeiro plano está uma pequena romã, cuja sombra forma um coração, simbolizando o amor do pintor por sua mulher. Duas sementes da grande romã, à direita de Gala, estão caindo em direção ao mar. A romã é o símbolo da Virgem Maria e está relacionada com a fertilidade, Dalí disse se tratar de “biologia criativa”. A obra compõe o acervo do Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri.

 

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