Quando as mulheres se olham no espelho, é comum notarem alguma parte do corpo que desejam melhorar. Reflexo disso são os números que não param de crescer no Brasil: em 2015, foram realizadas 1,2 milhões de cirurgias plásticas e 1,1 milhão de procedimentos estéticos, de acordo com a pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Os dados colocam o Brasil na vice-liderança, ficando atrás somente dos Estados Unidos. 

A decisão de fazer uma cirurgia estética sempre envolve vários aspectos que, nem sempre, as mulheres estão totalmente conscientes. “Desde antes da entrada na sala de cirurgia, muitas etapas têm de ser transpassadas para que o sucesso tão esperado seja alcançado. Para não tornar o sonho um pesadelo, é preciso ter em mente três palavras: confiança, planejamento e paciência”, comenta o cirurgião plástico Dr. Ricardo Silveira, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) e membro da American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS). 

A relação de confiança entre médico-paciente, a escolha de profissionais com experiência na área e o histórico de cada um são passos importantes para a concretização da cirurgia. “O laço que se forma é uma promessa de que o médico usará toda a sua experiência e habilidade profissional para que o objetivo seja atingido”, completa. O especialista ainda acrescenta que é de responsabilidade de ambos as recomendações pré, intra e pós-operatórias. O segundo passo é o planejamento psicológico para a realização de determinado procedimento. É necessário se programar para o repouso, verificar se há um suporte familiar durante o período de recuperação, além da parte financeira em relação à cirurgia. Vale lembrar que o procedimento envolve desde a equipe interdisciplinar até o hospital onde ele será realizado.

Este é um momento decisivo na vida de uma mulher, já que as mudanças serão levadas para o resto dos dias, portanto, é fundamental que os passos sejam rigorosamente seguidos. A parada brusca na rotina atual pode causar a sensação de limitação na autonomia, estranheza e desconforto. Para isso, o pós-operatório exige atenção da paciente. “Seguindo um planejamento adequado e as orientações médicas, os resultados podem ser mais do que estéticos. A cirurgia plástica, em muitos casos, devolve à mulher a autoestima, a qualidade de vida e o bem-estar com o corpo”, finaliza Dr. Ricardo.

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