Com o passar dos anos, as mulheres vêm ocupando diferentes espaços na sociedade e, muitas delas, optam por adiar a maternidade. Nessa ocasião, os procedimentos de reprodução assistida através do congelamento de óvulos/embriões se tornaram opção efetiva para quem ainda sonha em ser mãe na fase do declínio reprodutivo. Entretanto, o embriologista  e diretor do Setor de Laboratórios do Centro de Fertilidade de Ribeirão Preto (CEFERP), Marcelo Rufato, (CRBio 64065/01) alerta que a decisão de retardar a maternidade exige maiores cuidados. “O ideal seria fazer um planejamento reprodutivo e preservar a fertilidade através do congelamento de óvulos ou embriões preferencialmente antes dos 35 anos. Esta seria uma forma mais segura e efetiva de postergar a maternidade para fases mais avançadas da vida, proporcionando maiores chances para alcançar a maternidade”, afirma o embriologista.  

A preservação da fertilidade por questões pessoais é fundamental para mulheres que desejam retardar a maternidade. Isso porque, com o avanço da idade da mulher, ocorre queda progressiva da quantidade e qualidade dos óvulos, característica que acentua após os 35 anos. Consequentemente, a possibilidade de gestação espontânea (e mesmo secundária aos tratamentos de reprodução assistida) reduz com o avanço da idade da mulher, entre outros fatores.
 A fertilidade do ser humano é reduzida pela produção de grande número de embriões comprometidos geneticamente. “Toda mulher produz óvulos com alterações genéticas: enquanto que dos 20 aos 25 anos, aproximadamente 20% dos óvulos podem estar alterados, após os 44 anos, essa taxa pode ser de 90%. Esses dados demonstram que o avanço da idade da mulher está associado a maior risco de produzir embriões geneticamente alterados, característica que limita a obtenção da gravidez e o nascimento de bebês”, afirma o diretor clínico do CEFERP, Jorge Barreto. Desse modo, o congelamento de óvulos/embriões no auge reprodutivo pode ser uma estratégia para conciliar a maternidade com o momento mais adequado para a mulher ou casal.

Muitas mulheres não tem acesso à informação sobre fertilidade e o possível impacto do avanço da idade sobre a função reprodutiva. Por isso, é fundamental discutir sobre fertilidade com o ginecologista, mesmo que o motivo da consulta não tenha relação com o desejo reprodutivo atual ou futuro. “Um aconselhamento reprodutivo adequado poderá alertar a mulher/casal sobre sua fertilidade com possibilidade de postergar a gestação para fases mais tardias da vida de forma tranquila, segura e eficaz. O congelamento de óvulos pode ser uma excelente estratégia para concretizar o sonho de ter um bebê”, complementa o médico especialista em reprodução humana, Anderson Melo (CRM-SP 104.975).

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