Nas clínicas de cirurgia plástica, a remodelação do contorno corporal do paciente é um dos pedidos mais frequentes. Para atender a esse desejo, a lipoaspiração e a lipoescultura são os procedimentos indicados. Para obter os resultados desejados, é preciso, antes de tudo, entender as diferenças entre os dois conceitos: enquanto a lipoaspiração reduz gordura localizada do corpo e acentua as curvas naturais da silhueta, na lipoescultura a gordura retirada através da lipoaspiração é tratada e utilizada para esculpir uma nova silhueta, num processo chamado de enxerto de gordura. “Os candidatos a esses procedimentos são pessoas saudáveis e de peso relativamente normal. Eles não podem ser encarados como método de emagrecimento. Seu maior benefício é a remodelação da silhueta e não a perda de peso”, orienta o cirurgião plástico Ricardo Silveira (CRM 101558).

O médico explica que, na lipoaspiração, a gordura é retirada por sucção e, se houver necessidade de enxerto, preparada com a remoção de impurezas. Técnicas mais modernas, como a lipo laser, vidrolipo ou hidrolipo, tornam a recuperação mais fácil e menos dolorida. Na lipoescultura, a gordura retirada é tratada e usada para os enxertos que vão remodelar os contornos do corpo. Não há o risco de rejeição, pois a gordura é parte do corpo do paciente. Contudo, é normal e esperado que ocorra uma reabsorção dos enxertos. Por esse motivo, o volume ideal a ser enxertado deve ser calculado para compensar a reabsorção natural. Nos dois casos, entre outros cuidados, é necessário o uso de cintas cirúrgicas e drenagens linfáticas, controlando o inchaço e prevenindo o acúmulo de líquidos.