NOME: Ovídio Rocha Barros Sandoval 
IDADE: 78 anos
PROFISSÃO: Advogado

Os muitos anos dedicados ao Direito trouxeram prestígio ao jurista Ovídio Rocha Barros Sandoval, que possui uma sólida carreira profissional. Antes de se tornar advogado — função que exerceu ao lado de grandes nomes da área, como Vicente Ráo, José Frederico Marques, Alberto Moniz da Rocha Barros, Saulo Ramos e Manuel Alceu Affonso Ferreira —, foi assessor do gabinete da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, na década de 60.  Os ex-companheiros de jornada, por quem cativa grande apreço, foram fundamentais para que Ovídio adquirisse o conhecimento e a experiência necessária para conquistar outros importantes cargos. 

Juiz de Direito aposentado, dedicou-se intensamente, também, à atividade acadêmica, tendo sido professor em instituições localizadas em Marília e Barretos, entre outras cidades. Em sua bibliografia, traz títulos como “O Poder Judiciário a partir da Independência”, editado em 1977 e prefaciado pelo professor Vicente Ráo, e “Ombudsman, o Defensor do Povo”, publicado em 1997, onde examina a notável instituição que surgiu na Suécia, no início do século XIX, entre outras participações.
 
Ainda hoje, a dedicação ao trabalho ocupa uma fatia importante de seus dias. “Costumo trabalhar até as 19h todos os dias da semana e tenho muito orgulho de contar com meus três filhos como parceiros”, ressalta o juiz aposentado. A família também está presente nas horas livres, que gosta de passar em casa. Livros e séries fazem parte do seu repertório cultural e de lazer, mas confessa que não abre mão do bom futebol, especialmente quando o Palmeiras, seu time do coração, entra em campo.  “Leio muitos livros técnicos relacionados ao Direito e de Filosofia. Já para me distrair, devoro romances policiais — Agatha Christie e Georges Simenon são os preferidos”, comenta. Colecionar selos e moedas de prata brasileiras — atualizados desde 1976 — é outra mania do advogado. “Tenho cédulas brasileiras desde o padrão-cruzeiro (1942)”, completa. 

Cuidados com a saúde 
Após ser diagnosticado com diabetes, passou a cuidar mais da saúde e vai, com regularidade, ao clínico geral, ao cardiologista, ao endocrinologista e ao oftalmologista.  “Depois dos 50 anos, quando fiquei diabético, passei a cuidar melhor de minha saúde. Guardo, porém, um medo danado de médico terrorista, aquele que incute visões terríveis sobre qualquer moléstia. Dele, fujo como o diabo da Cruz”, brinca. Sessões de fisioterapia e aulas de Pilates também integram a rotina de Ovídio.

Hora da fome
Por causa do diabetes, o jurista cortou alguns alimentos, mas não dispensa um bom carboidrato. “Não como peixes e tenho pavor à carne de galinha. Ademais, minha fome é psicológica: posso sentar-me à mesa varado de fome, mas, se não existir nada de que goste, a fome vai embora e não me faz falta. Da outra parte, se estiver sem fome, mas alguma coisa existe que me apeteça, a fome vem. Carne vermelha, somente como se ela se apresentar suculenta e mal passada. Como todo diabético, sou viciado em doces, daí a necessidade gigante de me controlar”, argumenta. 

Roteiro de viagens 
No seu passaporte tem carimbado destinos como Portugal, Suíça, Paris, Lourdes, Nice e Roma. De cada um deles, cultiva memórias e um sentimento único. “O Velho Mundo me encanta. Paris sempre foi um sonho em minha vida — andar por suas ruas e avenidas, além dos fascinantes parques, encantar-me com o Arco do Triunfo, com os Inválidos, a Torre Eiffel, entrar na Nôtre Dame e abeberar-me de sua beleza artística, visitar o Louvre e ficar com o queixo caído pela beleza das obras de arte que lá estão guardadas, sem contar a minha ida ao Quartier Latin”, relembra. Para ele, a religiosidade de Lourdes também é especial, “cujo Santuário é um verdadeiro banho de fé”. “Nice também encanta, com suas avenidas a beira-mar. Já Roma, um espetáculo único de beleza. Tudo é maravilhoso. O Vaticano, com a Catedral de São Pedro e seu Museu, encantaram-me por completo”, pontua Ovídio. 

Amor x dinheiro
Ovídio traz consigo o desafio de consagrar o amor como motivo central da vida, colocando-o em prática em tudo que faz, especialmente, na família. Quando questionado sobre o dinheiro é assertivo. “É importante saber que o dinheiro existe para nossa manutenção, nunca para escravizar nem entesourar. Digo, por mim, tenho horror ao pão-durismo e abomino o sovina”, diz. Para ele, a passagem dos anos é inexorável. “Há um dito popular que sempre me impressionou: ‘a grande vantagem de ficar velho é não ter morrido moço’. Entre outras, eu listaria gostar, imensamente, de gente; não viver a queixar-se de doenças e de aborrecimentos; saber que, embora velho, ainda está vivo”, finaliza.

 

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