Para alguns, brigar contra a obesidade é uma batalha árdua, em que não há meios de vencer. A maioria das pessoas que convive com muitos quilos acima do peso ideal conta o mesmo martírio: são anos tentando driblar a balança com as mais diferentes armas. Dietas, regimes restritivos, ou os que estão na moda, remédios para emagrecer, visitas a médicos de diferentes especialidades e os tratamentos alternativos fazem parte do arsenal. Nada surte resultado. Aliás, o efeito rebote é ainda mais difícil para quem segue nessa luta. É o caso de Fabiola Medeiros. Durante 20 anos, a fotógrafa conviveu com o efeito sanfona e com o preconceito velado da sociedade, que ainda acredita ser normal apontar os defeitos daqueles que não se enquadram no padrão de beleza imposto pela mídia. 

Com 1,67 de altura, após a segunda gestação, Fabiola manteve os 70 kg por um longo tempo. Entretanto, a correria do dia a dia trouxe, quase que imperceptivelmente, alguns quilos extras. “É muito sofrido passar anos acordando todos os dias já pensando que suas roupas não servirão. Além disso, tem o preconceito velado da população, que é tão perverso. As pessoas te tratam ‘normalmente’, mas, na verdade, estão te julgando”, revela a fotógrafa.
 
Após muitas pesquisas e com vários problemas de saúde — Fabiola apresentava praticamente todas as comorbidades apontadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (NAS) —, pesando 111 kg e com IMC 40, optou pela cirurgia bariátrica através do método bypass. “Além do problema social, a obesidade acarretou em inúmeras doenças. Então, tive que tomar uma atitude. Não foi fácil passar por uma bateria de exames. Durante quase um ano, tive que viver em função da bariátrica e de todas as angustias que ela traz”, lembra Fabiola que, apesar de tudo, não se arrepende da decisão tomada. 

Perto de completar um ano da realização do procedimento, Fabiola está pesando 63 kg, com a saúde em dia e de bem com o espelho. “Hoje, consigo trabalhar melhor, ando longas distâncias sem sentir dores, durmo bem, meus exames estão ótimos, consigo amarrar meus sapatos e tenho de volta a autoestima. Isso não tem preço”, comenta. 
 

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